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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Neve ou algodão-doce?

Um dia, na sinagoga, Ruth se encantou com a barba do rabino, branquinha e fofa como se fosse neve ou algodão-doce. A menina não se conteve - correu para perto do rabino e puxou a barba dele. Por mais que levasse bronca dos pais, sempre que ia à sinagoga, na hora da reza Ruth saía correndo e dava um puxão na barba do rabino. Até que um dia os pais decidiram não levar Ruth à sinagoga. Então aconteceu uma coisa surpreendente.

Trecho:
"[...]aquela menina representava a esperança, o futuro. E eram pessoas como ela que Deus mais gostava de ter na sua casa[...]"




Fonte: Livraria Cultura

Aos que cuidam do bosque

"Era uma vez um lenhador que vivia do bosque." Este livro começa e termina num bosque. Ele conta a trajetória de uma mesa, desde seu nascimento até o reencontro e a identificação com as árvores que lhe deram origem. Uma homenagem aos bosques de todo o mundo e aos que sabem cuidar deles. 

Trecho: "A filha aprendeu que um único homem pode manter o bosque vivo. Por isso resolveu registrar a memória desta história.
Pegou papel e, com seus pincéis, fez um livro."

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Um grande sonho


O álbum ilustrado vencedor do II Prémio Internacional Compostela é um microrrelato de grande valor literário, que transporta o leitor para o fascinante mundo da mitologia maia e para a astronomia. O mexicano Felipe Ugalde contanos a história de um crocodilo que aspira transcender, através do tempo e do espaço, para além, inclusivamente, da sua própria existência no mundo. A sua figura é a metáfora da espécie humana e dos seus indivíduos, na sua ânsia de crescer e de deixar a marca da sua passagem pela vida. Como o crocodilo, têm a convicção de estarem destinados a algo de importante, mesmo sem saber o quê nem como consegui-lo, e nesse percurso devoram tudo em seu redor.
Os astrónomos maias representavam a Via Láctea como uma serpente; uma visão que evoluiu até à imagem de uma canoa em forma de crocodilo.
Por esta riqueza simbólica e pela perfeição conseguida com a técnica do acrílico, Um grande sonho foi o vencedor do certame, de entre 280 obras de 22 países. O trabalho de Felipe Ugalde foi considerado como “o mais completo e equilibrado” pela complementaridade entre texto e imagem, pelo valor metafórico das ilustrações e pelo tratamento do conceito de tempo. Um livro que, para o júri, “não tem idade, porque permite distintas leituras” quer os leitores sejam crianças ou adultos.

Fonte: Kalandraka

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Nobel da Paz adapta Bíblia para crianças

Desmond Tutu, Nobel da Paz em 1984 e arcebispo anglicano emérito da Cidade do Cabo, adaptou algumas histórias da Bíblia para os pequenos. Além do texto escrito pelo religioso, "A Bíblia Contada às Crianças de Deus" traz ilustrações de artistas de diversas culturas e etnias e em capa dura.
Publicado no país pela editora Thomas Nelson Brasil e lançado em mais de 18 línguas, 11 delas africanas, a obra é um presente para crianças e adultos.




"A Bíblia Contada às Crianças de Deus"
Autor: Desmond Tutu
Editora: Thomas Nelson Brasil
Páginas: 216



Fonte: Folha de  SP - Folhinha

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Livro que traz jogos antigos é leitura para curtir com os pais

por GABRIELA ROMEU
As crianças de Mianmar, país da Ásia, pulam amarelinha com a mão na cintura. Em Minas Gerais, casca de banana é usada no lugar de pedrinha durante a brincadeira. E "marelle" é seu nome na França.
Esses e outros pulos desse divertimento estão num livrão que acaba de ser lançado: "Quer Jogar?" (ed. Sesc SP; R$ 99), de Adriana Klisys, com ilustrações de Carlos Dala Stella.
É um livro que não é feito especialmente para crianças, mas elas bem que vão gostar. É cheio de ideias para jogos como mancala, pai de todos eles. E tem ilustrações que compõem um lindo tabuleiro, à espera dos dados.
Mas seu pai ou sua professora devem gostar do livro também. Está aí: é uma leitura para ser curtida e compartilhada com os adultos. No final, ou você ou eles (ou todos?), com certeza, vão lançar a pergunta: "Quer brincar?".
VOCÊ SABIA?
Jogos de tabuleiros têm dados feitos de todos os jeitos e com variados materiais, como concha, osso e madeira. O dado mais antigo já encontrado tem origem na região da antiga Mesopotâmia, onde hoje está o Iraque. Ele tem formato de pirâmide e gravações em dois lados.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ziraldo lança dois aplicativos para iPad na Bienal do Livro

O pai do Menino Maluquinho e do Flicts entrou de vez no mundo digital.
Na 15ª Bienal do Livro do Rio, que vai acontecer em setembro Ziraldo lança dois aplicativos exclusivos para iPad.
Um deles é o do menino com a panela na cabeça, que vai ganhar uma versão 2.0. Em "As Grandes Histórias do Menino Maluquinho - O Cara Legal", da editora Globo, o leitor poderá reviver as aventuras do herói.
Uma da opções é gravar a própria voz no aplicativo e se tornar o narrador da aventura, que é em formato de história em quadrinho.
O outro lançamento é o novo "Menino da Terra", da editora Melhoramentos, que conta a história de um garoto chinês. Lançado no ano passado em papel, a história acaba de ganhar sua versão para iPad.
Nela, há aventuras pelo espaço em forma de jogo e até o documentário "Fila com Ziraldo", que traz depoimentos de fãs na fila para pegar um autógrafo do autor.
Os dois livros serão lançados na Bienal e vendidos na AppStore.
Ziraldo é um dos autores para crianças mais famosos. Ele escreveu vários clássicos, como "Flicts", "O Menino Maluquinho" e "A Turma do Pererê".
Mas ele também escreveu para adultos. Uma das experiências mais famosas foi no jornal "O Pasquim".

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Píppi Meialonga

Autora de mais de oitenta livros já traduzidos para mais de setenta línguas, a sueca Astrid Lindgren escreveu Píppi Meialonga em 1945, como presente para os dez anos de sua filha.

Píppi é uma menina de nove anos incrivelmente forte. Não tem pai nem mãe e mora sozinha, mas feliz da vida. Seus companheiros são um cavalo e um macaquinho. Ela mesma faz suas roupas - bem esquisitas - e sua comida - biscoitos, panquecas e sanduíches. Destemida e sapeca, lembra a Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Píppi tem sempre uma resposta na ponta da língua e demonstra grande confiança em si mesma. Dá uma surra em cinco meninos brigões, engana os policiais que querem levá-la para um lar de crianças, põe dois ladrões a correr e enfrenta um touro a unha. Nada convencional, causa espanto e confusão por onde passa, seja na escola, no circo ou na casa de seus vizinhos. É, enfim, uma menina que realiza sonhos de liberdade e aventura. Absolutamente encantadora.

Fonte: Companhia das Letrinhas

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O ABC do livro infantil digital

por Lais Catassini

Para conquistar os futuros leitores, editoras como a Globo Livros e a Abril Educação se preparam para conquistar o público infantil com lançamento de título clássicos, como a adaptação de Reinações de Narizinho, em tablets voltados aos pequenos. Os tablets, como o iPad, são modernos computadores portáteis concebidos para serem usados no dia a dia para jogos, agendas e, especialmente, leitura.

Entre as possibilidades abertas pelo avanço tecnológico, as crianças de hoje têm a oportunidade de adquirir o gosto pela leitura diretamente nas ferramentas digitais de tablets.

Para os educadores, essa migração para a leitura digital tem a vantagem de oferecer interatividade aos leitores e estimular o interesse. Mas a mesma riqueza de recursos multimídias pode ser responsável pela dispersão. “Essas potencialidades do iPad seriam mais interessantes para alguém que já tem experiência prévia de leitura”, crê o professor e supervisor de língua portuguesa do Colégio Santo Américo, José Ruy Losano.

PRÓS
- A interatividade, com narração e animação, estimula a leitura
- O iPad e outros tablets podem carregar diversos livros e dar a chance ao leitor de procurar mais informações na internet
- Apesar do alto custo dos aparelhos, o preço dos livros digitais nos tablets é menor do que o custo dos livros de papel

CONTRAS
- A interatividade pode causar dispersão e atrapalhar a leitura
- Ainda há pouca variedade de livros em português à venda
- O preço dos tablets ainda não é acessível à maioria da população
- Computadores portáteis se tornam obsoletos rapidamente, substituídos por outras versões

Veja Alice no País das Maravilhas para IPAD:

Leia a reportagem na integra clicando aqui

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A árvore generosa

A árvore generosa é uma fábula em preto-e-branco sobre a amizade, a consciência ecológica e a passagem para a vida adulta. Os estreitos laços que aproximam o menino e a árvore transformam-se, pouco a pouco, em distância e silêncio. Ela sempre acolhe e oferta; ele tudo pede e retira. A árvore propõe uma relação de troca sincera e desinteressada - essa que o menino parece desaprender quando vira homem. No Brasil, a delicada narrativa criada por Silverstein foi traduzida pelo renomado escritor mineiro Fernando Sabino. Pautando-se pelo respeito aos leitores, a nova edição da Cosac Naify restabeleceu o formato original (e generoso) do livro. Para além das questões ecológicas, ele sugere um horizonte de cidadania e responsabilidade social em escala planetária.

Fonte: Cosac Naify

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Saiba quem foram Andersen, irmãos Grimm, Perrault e Cascudo

por MÔNICA RODRIGUES DA COSTA


As lendas, mitos e contos de fada correm de boca em boca e ninguém sabe quando as histórias aconteceram, elas são dos tempos de nossos ancestrais.

Os pesquisadores que estudam tradições populares são chamados de folcloristas.
Abaixo, conheça alguns deles.


Câmara Cascudo

Câmara Cascudo
Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) foi historiador, etnólogo e contador de histórias, além de estudioso do folclore brasileiro. Recolheu muitas lendas brasileiras, como "Maria Borralheira", e estudou as origens africana, indígena e portuguesa desses contos. Escreveu mais de cem livros. Atualmente a casa em que viveu, em Natal, é um museu de cultura popular.

 Os irmãos Grimm

Jacob e Wilhelm Grimm

Os dois irmãos alemães Jacob Ludwig Karl Grimm (1785-1863) e Wilhelm Karl Grimm (1786-1859) estudavam uma ciência da linguagem parecida com gramática a filologia e por isso pesquisavam histórias lembradas por babás, velhas, soldados e nobres em diferentes línguas e dialetos. Entre os contos de fada, estão "Rapunzel" e "A Bela Adormecida".

Andersen
Hans Christian Andersen
Hans Christian Andersen nasceu pobre, mas depois ficou rico e famoso. Ele adorava contar histórias para as crianças enquanto recortava figuras para representar os personagens. Andersen ouviu muitas narrativas no seu país, a Dinamarca, e as recontou. Quem não conhece "A Pequena Sereia" e "O Soldadinho de Chumbo"?

  Charles Perrault
Perrault
O francês Charles Perrault acreditava que seu país precisava conhecer as tradições populares, amadas por todo mundo. Por isso, ouvia as pessoas contando histórias, escrevendo depois muitas delas, como "Branca de Neve" e "Chapeuzinho Vermelho". Suas versões retratavam seres malvados, como ogros que comiam crianças, especialmente nas lendas sobre castelos.


A escritora Lúcia Hiratsuka relembra as histórias japonesas que ouvia dos avós

por LÚCIA HIRATSUKA


Quantas histórias ouvi na infância, no nosso sítio Asahi, em Duartina, no interior de São Paulo. Até hoje convivo com esses personagens nos livros que crio.
Segundo contava a minha avó, a Yamauba era uma bruxa das histórias japonesas que pegava crianças. Será que ela ficava só nas montanhas do Japão? Ou estaria escondida em algum mato perto do cafezal?
A avó falava também dos kappas, entidades dos lagos e rios, travessos, que vinham roubar pepinos. E o Kaminari? Ele fazia aquele barulho, riscava o céu com relâmpagos, depois espalhava a chuva.
- Cuidado, não deixa o umbigo de fora, o Kaminari pode levá-lo- alertava meu avô. Se trovejava enquanto estávamos no banho, eu e meus irmãos saíamos correndo para pôr roupas. Ter o umbigo roubado? Nunca!
Ah, os onis também viviam me assustando, eram enormes, muito maus. Ao ouvir essas histórias, o problema era ir fazer xixi de noite. Porque a casinha ficava do lado de fora, tudo escuro, só na luz do lampião.
Mas, se era noite de Lua cheia, a avó apontava para o alto e dizia:
- Olha, olha para as manchas na Lua. É o coelho fazendo bolinho de arroz.
- Vó, é a mesma Lua do Japão? - eu perguntava.
- A mesma, o coelho está lá.
Na Lua que boiava acima do cafezal, o coelho socava arroz num pilão.
Quer conhecer mais sobre os personagens famosos nas histórias japonesas? Clique "[aqui]":

Lúcia Hiratsuka é escritora e ilustradora, autora de livros como "Urashima Taro" (ed. Global), "Histórias de Mukashi" (ed. Elementar) e "Contos da Montanha" (Edições SM) e outros.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Alê Abreu e Priscilla Kellen "escrevem" livro sem palavras

Era uma vez uma macieira. E, como toda árvore, ela nunca saía do lugar.
Mesmo assim, pôde ver muitas transformações. A cidade, as pessoas, os carros ao redor. Tudo mudou com o passar do tempo.
Mas, como o leitor vai perceber no livro "Mas Será que Nasceria A Macieira" (ed. FTD), a árvore também mudou. Cresceu, perdeu folhas, virou um pedaço de tronco.
Sem usar palavras, os autores e ilustradores de Alê Abreu e Priscilla Kellen contam as transformações que acontecem ao redor da gente enquanto o relógio dá suas voltas.
O livro surgiu a partir de uma canção que Priscila havia criado quando estava na faculdade.

Confira abaixo bate-papo com os autores:

Quando criança vocês tinham relação com alguma árvore em especial? E macieiras?
Alê: A árvore deque eu sempre me lembro, não sei se é uma amoreira ou se uma cerejeira que tinha no quintal da minha avó. Lembro que em determinado momento do ano aquela árvore ficava carregada de frutinhas vermelhas e era uma festa. E isso me dava uma noção muito precisa da passagem do tempo.

Priscilla: Sempre gostei muito de árvores e plantas em geral. Comer frutas, subir em árvores, até hoje gosto muito. Uma vez, brincando de esconde-esconde, cheguei a dormir numa árvore da pracinha perto da minha casa, enquanto me procuravam. Quanto a macieiras, só fui ver uma de perto recentemente, o livro já estava pronto.

Vocês se preocupam muito com as mudanças na cidade provocadas pelos avanços da modernidade?
Priscilla e Alê: Sempre conversamos muito sobre essas mudanças e suas implicações nas nossas vidas, especialmente quando viajamos e nos deparamos com realidades muito diferentes da cidade de São Paulo, onde vivemos.
Além de algumas atitudes em nosso dia a dia, como cultivar muitas plantas, consumir menos, reciclar o lixo etc., procuramos expressar essas questões em nosso trabalho de ilustração e animação.O livro é mais um reflexo dessa preocupação.

Como vocês se conheceram? É seu primeiro trabalho juntos?

Priscilla: Conhecemo-nos em um festival de animação, o AnimaMundi, e de lá para cá sempre contribuímos um com o trabalho do outro, mas este é o primeiro trabalho que desenvolvemos juntos desde o início.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Centenário de nascimento de Rachel de Queiroz

Rachel de Queiroz é uma das maiores escritoras da nossa língua.

Foi a primeira mulher a fazer parte da Academia Brasileira de Letras, onde se reúnem grandes escritores.

Escreveu contos, peças de teatro, crônicas e romances como "O Quinze" e "Memorial de Maria Moura".

Certa vez, inventou a história de uma andorinha que é abandonada ao nascer e acaba sendo criada por uma família de morcegos. A história foi parar no livro "Andira", uma das três obras que Rachel escreveu para crianças. Tem também "Cafute & Pena-de-Prata" e "O Menino Mágico" (prêmio Jabuti de literatura infantil).

Os três livros são agora relançados pela editora Caramelo para comemorar o centenário de nascimento da autora. Ou seja, se estivesse viva, ela completaria cem anos no dia 17.

Serão realizadas várias atividades no mês de novembro para comemorar a data. No Rio de Janeiro, a Academia Brasileira de Letras promove em seu centro cultural a exposição "Rachel de Queiroz --atravessando o século".

Haverá também contações de história, em várias cidades, a partir dos livros infantis da autora. Em São Paulo, as apresentações acontecem sábado (20), às 16h, na livraria Saraiva da Vila Olímpia (r. Olimpíadas, 360), e domingo (21), às 16h, na livraria Cultura do shopping Bourbon (r. Turiassu, 2.100).

Confira a programação completa em www.editorasaraiva.com.br/racheldequeiroz 

Fonte: Folha de São Paulo - Folhinha

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Thalita Rebouças fala sobre novo livro

Entrar em uma escola nova sempre provoca um medinho. Afinal, todos são desconhecidos. Mas, será que meninos e meninas lidam com essa situação da mesma forma?

No livro "Ela Disse, Ele Disse" (ed. Rocco; R$ 27,50), a autora Thalita Rebouças mostra dois adolescentes, Leo e Rosa, contando como enfrentam essa novidade. Em cada capítulo, um deles conta a história na sua versão, que envolve novas amizades, bullying e internet.

Confira abaixo bate-papo com Thalita sobre seu novo livro.

Você escreveu esse último livro pensando nos meninos ou nas meninas? Eles também vão gostar de ler?
O objetivo é esse, atrair os meninos. Muitos meninos já leem os meus livros quando são adotados pelas escolas, mas eles ainda me pediam um "livro menos rosinha". Eu considero isso um preconceito bobo, afinal as meninas leem livros com meninos protagonistas sem nenhum problema, como Harry Potter, Menino Maluquinho etc. Mas desta vez coloquei um menino como protagonista para ver se eles se interessam mais.

Como foi a experiência de escrever uma história com pontos de vista diferentes, com dois narradores? 
 Foi um exercício interessante. A história já estava toda desenhada e, enquanto escrevia, eu pensava em quem seria melhor narrando aquele trecho. Em alguns momentos a troca de narrador ocorre após apenas um parágrafo, em outros após algumas páginas. Também cheguei a escrever alguns trechos com a menina narrando e depois vi que ficaria melhor com o menino e reescrevi tudo.

É difícil escrever sobre o universo dos meninos sendo uma mulher?
 Muito difícil, meu marido e alguns amigos me ajudaram demais. Os meninos pensam muito diferente das meninas e não é nada fácil para nós, tão detalhistas, narrar um fato com tão poucas tintas como um menino costuma fazer. Mas, por outro lado, essa diferença rende alguns dos momentos mais engraçados do livro e acho que é capaz de fazer com que os meninos e as meninas se entendam um pouco mais.

Você já teve problemas de adaptação na escola?
Nenhum, era estudiosa e considerada a "gente boa", amiga de todos os grupos.

É verdade que você teve que pagar mico na feira de livros para poder começar a vender? Conte sobre o episódio. 
 É verdade. Na Bienal do Rio de 2001, eu estava lançando o meu primeiro livro, ainda por uma editora pequena. Fiquei uma hora sentada vendo os corredores lotados e ninguém se aproximando para falar comigo. Como eu tinha feito teatro, pagar mico em público não era um problema e achei que poderia ajudar nas vendas. Subi na cadeira e comecei a gritar, anunciando o livro e brincando com os passantes. Deu certo, comecei a vender e não parei mais.

Fonte: Folha de São Paulo - Folhinha

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O sítio de Lobato

por GUSTAVO RANIERI

Monteiro Lobato gostava de conversar com a menina Emília, a bonequinha de pano que ele próprio havia inventado e apresentado ao público no livro A menina do narizinho arrebitado, de 1920. Dizia que ela se sentava ao lado da máquina de escrever e, a todas as suas indagações, afirmava: “Eu sou sua independência ou morte, porque sou você mesmo”.

Acontece que Emília era o alter ego de Lobato, curiosa, falava demais e tudo o que tivesse vontade. “Ele conversava muito com ela e era exatamente assim: um homem que enfrentava tudo, que queria descobrir, experimentar, provocador, revolucionário”, relembra a escritora Tatiana Belinky, 91 anos, amiga do escritor no final de sua vida e a responsável, junto com o falecido marido Júlio Gouveia, pela primeira adaptação do Sítio do Picapau Amarelo para a televisão, em 1951, na extinta Tupi de São Paulo.

Mas Emília era apenas a gênese do universo intricado de José Renato Monteiro Lobato, o menino que nasceu na cidade paulista de Taubaté, em 18 de abril de 1882. Isso porque seu mundo era muito mais amplo e complexo do que as histórias que lhe trariam fama na literatura. Era conservador? Era modernista? Depende do ângulo de que se olha. Fato é que sempre esteve à frente de seu tempo. Foi ligado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), espírita, investiu dinheiro, saúde e sua liberdade na defesa do petróleo nacional e, acima de tudo, transformou a literatura infantil brasileira ao lançar mais de 30 títulos da série Sítio do Picapau Amarelo – além de duas dezenas de livros e romances destinados aos adultos.

“Lobato fundou a literatura infantil no Brasil. Não tenho memória de nada tão importante, nem antes nem depois dele. E não há ninguém com essa irreverência e essa criancice toda”, destaca a escritora de literatura infantil e juvenil Fanny Abramovich, 70 anos. “Ele é mais do que uma influência, porque ele é fundamental, mora dentro de mim”, completa.

Leia esta matéria na integra, clicando no link da REVISTA DA CULTURA.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Memória de elefante

Aproveite o título do livro "Elefantes Nunca Esquecem!" para se lembrar da próxima vez que ouvir falar de Anushka Ravishankar. Ok, ok. O nome dela não é assim tão fácil de decorar, mas vai memorizando que vale a pena.

Esta escritora indiana já escreveu mais de 15 livros infantis e cada vez mais desperta atenção e curiosidade de crianças e pais do mundo inteiro, inclusive do Brasil. Ela decidiu tornar-se escritora quando, como afirma, procurava por livros infantis e não encontrou nada que fosse de encontro com seus ideais. Logo, ela mesma resolveu escrever alguns.

Suas obras consistem em formas puras de uma escrita extravagante. Ravishankar dispara versos nonsense sobre temas ligados ao respeito com a natureza e o próximo, e que, às vezes, rimam ou ora seguem uma beleza própria.

Em "Elefantes Nunca Esquecem!", a autora utiliza frases curtas e certeiras que se movimentam com as ilustrações em preto e branco. O enredo explora o senso de amizade, respeito e lealdade quando uma manada de búfalos adota um filhote de elefante e o aceita como membro da família.

Curioso notar com a leitura como a ideia já explorada em outras oportunidades mantém-se viva e presente nas mais diferentes culturas. Ravishankar promove no livro, posteriormente, o encontro do elefante com a manada da qual se perdera.


Anushka Ravishankar

A dúvida de seguir em frente ou ficar com os que o acolheram é uma lição sempre válida para os pequenos (e adultos). Se há uma escolha correta ou menos dolorosa ninguém nunca saberá, mas que é importante reconhecer e prestigiar o que passou, é sempre bonito e inteligente.





Fonte: Folha de São Paulo - Folhinha

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Monstros encantadores

Com mais de 18 milhões de exemplares vendidos só nos Estados Unidos, vencedor dos principais prêmios literários, traduzido para mais de 20 idiomas, aclamado pela crítica, finalmente é publicado em português o principal livro do ano: Onde vivem os monstros, de Maurice Sendak. O próprio autor selecionou a Cosac Naify para ser a editora do livro no Brasil. Após três anos de negociação, a Cosac Naify foi aprovada pelo autor e ilustrador, por seu cuidado editorial.

Na história escrita em 1963, o garoto Max, vestido com sua fantasia de lobo, faz tamanha malcriação que é mandado para o quarto sem jantar. Lá, ele se transporta para uma floresta, embarca em um miniveleiro, navega pelo oceano, até chegar numa ilha, onde vivem os monstros. Com o seu olhar firme, consegue dominá-los e é coroado rei. Max, então, fica livre para mandar e desmandar, longe de regras ou restrições. Mas, quando a saudade de casa e daqueles que realmente o amam começa a apertar o peito, Max fica em dúvida sobre suas escolhas.

“O trabalho de Sendak, disfarçado de fantasia, emerge do ‘eu’ primitivo, da criança que espreita no coração de todos nós”. The New York Times

Autor: Maurice Sendak
Ilustração: Maurice Sendak
Tradução: Heloisa Jahn

Em janeiro de 2010, este livro chegou ao cinema, assista o trailer:


Fonte: Cosac Naify

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Milhões lerão o mesmo livro ao mesmo tempo

Ler é super divertido. Mas é muito mais legal quando alguém lê o mesmo livro que você. Agora, já pensou se o mundo inteiro lesse a mesma história? Milhões de pessoas conversando sobre o vilão feioso, a coragem do herói ou até sobre aquele resfriado do dragão.


Essa é a ideia da campanha "Read for the Record", da ONG norte-americana Jumpstart. No dia 7 de outubro, o mundo todo vai ler o mesmo livro. Segundo os organizadores, eles querem quebrar o recorde mundial de maior número de pessoas lendo o mesmo livro ao mesmo tempo - e assim chamar atenção para a educação.

A história escolhida é "The Snowy Day", de Ezra Keats, que conta as aventuras do menino Peter em um dia neve. Mesmo não nevando por aqui, o Brasil também vai entrar nessa. A Escola Cidade Jardim, por exemplo, vai participar da campanha pela segunda vez. Ano passado, os alunos ganharam até diploma do "Livro dos Recordes".

Fonte: Folha de São Paulo - Folhinha

Snoopy comemora 60 anos

No dia 2 de outubro, o cãozinho Snoopy completa 60 anos.

Para comemorar, você pode participar de uma festa com a presença dos personagens Snoopy e Charlie Brown. Vai ter até bolo com o formato do famoso beagle em sua casinha.

Durante a festa, será lançado o livro "Snoopy - Primeiro de abril" (ed. Cosac Naify; R$ 45), uma seleção das tirinhas do cão-filósofo publicadas nos anos 1970.

Snoopy foi criado pelo americano Charles Schulz e já virou quadrinhos, livros, desenho animado, além de estampar diversos produtos por todo o mundo.

No livro "Primeiro de abril", você confere Snoopy dando uma de escritor e tentando publicar um livro. Ele até consegue uma chance, mas... logo descobre que é primeiro de abril, dia da mentira!

Assista um episódio de Snoopy:


Fonte: Folha de São Paulo - Folhinha